quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

CONFRONTO COM A MENTIRA


Jesus nasceu!

Quando eu era pequena, (e olha que já fui um dia!), meus pais escondiam os brinquedos comprados para o Natal e à meia noite do dia 24 os colocavam em baixo da árvore iluminada, para que pensássemos que “Papai Noel” os havia trazido.


Era uma ansiedade tremenda para nós, crianças da classe média, até ter a certeza de que “ele” atenderia nossos pedidos... Uma bicicleta... Um par de patins... Uma boneca que anda... Um rema-rema... Um “bebezão” de louça...(esse foi o meu preferido). A cada ano pedíamos algo novo e nossos pais se encalacravam todo para dar o mérito ao Papai Noel.


Eu, já com uns oito anos, começava a perceber que Papai Noel não era nada justo, pois aos ricos dava presentes caros e atendia seus pedidos e aos pobres, além de negá-los ainda dava coisas baratas e sem graça que logo quebravam.

Confesso que lá no fundo do meu coração comecei a odiar esse Papai Noel, que me dava presentes bons, mas não dava nada aos meus amiguinhos da casa em frente. Crianças, que no dia de Natal, vestiam suas roupas surradas e iam para a rua olhar os brinquedos de outras crianças que os exibiam felizes. Eu, porém sentia-me constrangida quando meus coleguinhas pediam para segurar minha boneca ou dar uma volta na bicicleta nova e eu percebia que não haviam ganhado nada do tal Papai Noel.



Questionei meus pais e minha mãe percebendo minha aflição, contou-me a verdade:

_ “Filha, Papai Noel não existe, nós é quem compramos os brinquedos que vocês pedem...”

Senti um certo alívio, mas fiquei com raiva e perguntei:

_ “Se vocês compram os brinquedos, porque mentem para nós dizendo que foi Papai Noel?”

Minha mãe ficou cabisbaixa, pois pela primeira e única vez eu a confrontei com a mentira. Ela pediu-me que a desculpasse, pois não mais mentiria para mim. Abraçou-me, beijou-me e percebi a lágrima que brotou em seus olhos.


Você já pensou sobre isso? O que uma mentira que parece tão simples pode criar na mente e na fantasia do seu filho? O que esta mentira pode gerar na emoção da criança? Frustração, raiva, decepção, dúvida...

Já convertida, casei-me com crente e decidimos que não haveria mentira em nossa casa com nossas crianças: nem cegonha, nem Papai Noel, nem fadinha de dentes... Toda esta baboseira cultural que o mundo nos impõe, foram banidas do nosso lar.

Nossos filhos cresceram ouvindo sempre a verdade. Não havia frustração no Natal, pois eles sabiam que se papai pudesse ganhariam alguma coisa, caso contrário, uma roupa, um par de sandálias e pequenas lembranças eram suficientes.

Lembro-me de um certo Natal que se tornou especial, pois minha mãe foi passá-lo conosco. Era uma época difícil para nós financeiramente, morávamos no início da favela do Guarabu na Ilha do Governador e mãezinha quis proporcionar-nos um Natal especial. Chegou cheia de compras para uma ceia, trouxe roupas novas para as crianças, e deu para o Pedrinho (hoje Pedrão), um carrinho movido a pilha, última novidade na praça em matéria de brinquedo. Para que Sônia Lia não se sentisse triste, meu marido comprou à prestação uma boneca chamada “Beijoca” e que era o seu sonho. No dia seguinte ao Natal, demos uma saída para fazer umas visitas e as crianças ficaram com Dorcas, minha “fiel escudeira”.

Eles foram para o quintal brincar com seus novos brinquedos, quando passou uma menininha muito pobre que parou para olhar deslumbrada aqueles brinquedos que só via nas lojas. Ela disse para Sônia Lia (minha filha) que não tinha ganhado nenhum brinquedo do tal Papai Noel, e que nunca tivera uma boneca. Sônia Lia, ficou emocionada e deu sua boneca para a menina. Ela feliz disse que seu irmãozinho também não tinha um carrinho, então Sônia Lia pegou e entregou o carrinho do Pedro para o garoto.

Quando cheguei, eles vieram ao meu encontro e minha filha contou o que acontecera... Confesso que me senti desconfortável, pois afinal fizéramos dívida para comprar a boneca, mas lembrei-me de que os ensinamos a amar ao próximo e a fazerem sempre o bem. Abaixei-me, peguei-a no colo , abracei-a e disse:

_Filha, estou orgulhosa de você!

_Mãe... Só que eu disse a ela que Papai Noel não existe, que foi meu pai quem comprou a boneca, e também disse que Natal é o aniversário de Jesus.


Senti uma felicidade enorme ao ouvir isto e pensei: valeu a pena! Foi muito bom não ter mentido para eles.

No Natal em nosso lar, até hoje, comemoramos o Cristo que nasceu em uma manjedoura, porque não havia lugar para Ele. Este Jesus, que é o presente de Deus para a humanidade, que nasceu, cresceu, ensinou-nos deu exemplo de vida e foi morto na cruz carregando toda a nossa culpa.


 
Que o Senhor possa nos abençoar e que neste Natal e todos os dias agradeçamos a Ele o maior dos presentes: Jesus!


“Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu Filho Unigênito para que todo aquele que n’Ele crer, não pereça, mas tenha a Vida Eterna”. João 3:16


Beijos a todos vocês que me acompanham.
                                                               Suely

Eu cresci então com um desejo enorme de sempre falar a verdade para os meus filhos, pois o certo é que fiquei muito decepcionada com esta estória de Papai Noel.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ode a um Anjo



Milena querida e mui amada,


Sei que não me escutas onde estás,

Pois o coral de anjos em revoada,

Cantam para celebrar tua vitória,

Cantam para celebrar tua chegada.

Sabe, podemos te ver em nossas divagações,

Encantada com a arquitetura celestial,

Ruas de ouro, casas, palacetes e mansões...

Deves estar admirando cada detalhe.

Mas eis que observas um brilho fabuloso,

Algo que olhos humanos nunca viram,

Deslumbras agora a “sheikiná” desse Deus Glorioso!

Mi, notaste que não estás sozinha?

Alguém está junto, sempre O sentiste perto

Agora, tu podes ver quem contigo caminha...

É aquele que as tuas e as nossas lágrimas enxuga,

E enquanto na terra estamos, cremos nisto,

Todos os males que nos rodeia, Ele subjuga...

É Ele, o Rei dos Reis, o Redentor, o Cristo.

Agora tudo é diferente, não sentes dor,

Não choras, não sofres, subsiste apenas o amor!

Nós cremos querida,

que DESCANSAS NOS BRAÇOS DO SENHOR!

SEMPRE AMAREMOS VOCÊ!!!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Homofobia

Primeiramente devemos entender o real significado da palavra "Homofobia". O prefixo "homo" segundo o dicionário, quer dizer "Elemento que significa igual, semelhante." e fobia significa "receio, medo patológico persistente." Então, antes de se aprovar a lei contra homofobia, faz-se necessário um estudo morfológico da palavra utilizada e que está sendo divulgada pela mídia, como preconceito:


1. Ideia ou conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério ou imparcial.

2. Opinião desfavorável que não é baseada em dados objetivos. = intolerância

3. Estado de abuso, de cegueira moral.

4. Superstição.



Então, a lei da homofobia, (PL122/6) que objetiva criminalizar "atos resultantes de preconceito de sexo, orientação sexual e identidade de gênero, segundo a articulista do jornal O Globo, Flávia Piovesam, (Professora da PUC/SP), este projeto tem sofrido resistência por parte de setores religiosos.” Li todo o artigo, mas o que me chamou mais a atenção foi esta parte. Vejamos, o povo religioso, vou falar dos evangélicos pois é o grupo ao qual pertenço, não se enquadra no real significado da palavra “homofobia” visto que nós não temos nenhuma fobia ou medo patológico dos homossexuais e muito menos desejamos eliminá-los, matando-os ou agredindo-os física ou moralmente. O que acontece no meio evangélico, é que não entendemos o ato homossexual como sendo uma forma de se relacionar sexualmente de uma forma aceitável por Deus. Por que?


Nós utilizamos a Bíblia como um manual de vida e ali, no Novo Testamento, não apenas no Velho, existem palavras imutáveis para nós, como em Romanos 1:21-26 que diz:

“21)Sim, eles bem sabiam de Deus, mas não admitiram, nem O adoraram, nem mesmo agradeceram a Ele todo o seu cuidado diário. E, depois, começaram a fazer idéias tolas de como Deus seria e o que Ele queria que eles fizessem. O resultado foi que suas mentes insensatas ficaram confusas e em trevas.

22) Dizendo-se sábios sem Deus, tornaram-se em vez disso completamente tolos.

23) E então, em vez de adorarem ao Deus glorioso, vivente, tomaram madeira e pedra e fizeram ídolos para si, esculpindo-os para que parecessem simples aves, animais, serpentes e homens mortais.

24) E assim Deus deixou que continuassem com toda a espécie de pecados sexuais e que fizessem tudo quanto desejassem...

25) Em vez de crerem naquilo que eles próprios sabiam ser a verdade sobre Deus, escolheram de vontade própria crer em mentiras. E assim fizeram suas orações às coisas que Deus fez, mas não obedecendo ao Deus bendito que criou essas mesmas coisas.

26) Esta é a razão pela qual Deus os abandonou, deixando-os cometer todas essas ações pecaminosas, a tal ponto que até suas mulheres se voltaram contra o plano natural que Deus tinha para eles e cederam aos pecados sexuais entre elas mesmas.”

27) E os homens, em vez de terem relações sexuais normais, cada qual com sua mulher, arderam em paixão uns pelos outros, homens praticando coisas vergonhosas com outros homens e, como resultado disso, receberam a paga em suas próprias almas com o castigo que mereciam.

28) Assim, quando eles abandonaram a Deus e nem mesmo O reconheceram, Deus os deixou fazer tudo quanto suas mentes malignas poderiam imaginar.

Este texto fala da idolatria, e nem por isto saímos por aí a matar quem tem imagens em suas casas, mas a ênfase principal aqui é a descrição do ato homossexual como pecado, o que para nós significa desobediência a Deus. O fato da Bíblia considerar tal ato como desobediência, nos leva a crer assim.



A Bíblia tem uma enorme lista de desobediências ou pecados, como: assassinato, roubo, adultério, mentira, falso testemunho, entre outros, assim como considera obediência, atos de amor, ser um pacificador, ser humilde, ser manso, ser alegre, ser temperante, cuidar dos órfãos e viúvas cuidar bem da sua família, ser um cidadão exemplar, pagar seus impostos, ser honesto, etc...


Eu duvido, com todas a força do meu ser, que exista qualquer cristão metido em crimes de homofobia, como tentativa de assassinato, perseguição, violência ou falta de amor. Não é pelo fato de a Bíblia considerar o ato homossexual como pecado, que nós cristãos sairemos por aí como “Justiceiros” covardes e cruéis, assassinando ou agredindo os que não concordam com a Palavra de Deus. Nunca foi este o objetivo de Cristo ou dos cristãos. Embora a Bíblia condene o adultério, Jesus disse à mulher adúltera: “... nem eu te condeno, VAI E NÃO PEQUES MAIS!” É nisto que nos baseamos, o desobediente, o pecador, é perdoado e não mais desobedece.



Deus em toda a Sua Palavra afirma que AMA O PECADOR, MAS SE ABORRECE COM O PECADO. Não compete a nós julgar, ou castigar os que desobedecem, cada cristão deve olhar para dentro de si e buscar ser obediente. A Igreja ainda está de pé, para pregar sobre o amor de Deus e sua Justiça: Todo aquêle que crê já está perdoado...Mas o que não crê está condenado. É Deus quem julga, Ele é quem salva, através do sacrifício remidor de Seu Filho Jesus Cristo, a nós, seres humanos, basta crer. “O JUSTO VIVERÁ PELA FÉ”.


Porque então os “religiosos” são contra a lei da homofobia como querem aprovar? Porque na realidade, a Igreja será, como já tem sido, acusada de perseguição aos homossexuais. Não aceitar um comportamento, não significa preconceito ou perseguição. Não aceitamos comportamentos agressivos, covardes, violência contra a criança e a mulher, não aceitamos a pedofilia, não aceitamos o roubo, a mentira, o adultério, as drogas, o tráfico, a exploração a corrupção, mas não saímos por aí a perseguir os que tais coisas praticam. Se os que agem de tal forma se arrependem e mudam de vida, nada os impede de participar e ser membro de uma Igreja evangélica, que aliás está cheia de “ex-qualquer coisa”, inclusive ex- homossexuais.


CRE NO SENHOR JESUS CRISTO E SERÁS SALVO TU E A TUA CASA!