Há algum tempo atrás, assisti na extinta TV Manchete, uma programação sobre a cultura indígena no Xingu. Muito me impressionou o momento em que o cacique da tribo tentava ensinar seu filhinho de três anos de idade a pescar com lança. A criança fazia pontaria e errava, o pai ria, pegava a lança e entregava novamente ao pequeno. Fez isto várias vezes, e o menino ria também por não conseguir acertar. O cinegrafista já estava suando, assim como o repórter que irritado perguntou ao chefe:
-“Vocês não batem nas crianças quando erram, para que aprendam?”
O cacique olhou para o repórter com os olhos arregalados e disse: “_Bater nele? Mas ele é tão pequenino!...”
Fique feliz com a reposta inteligente daquele “pseudo-selvagem” que ensinava a regra áurea do amor e da paciência que sempre deve ser usada com crianças. Bater nos pequenos é uma baita covardia, o “pseudo-civilizado” só bate em uma criança porque foi este o método educativo que aprendeu de seus pais e o ciclo se repetirá até que alguém aprenda e entenda que educar não é bater, não é espancar, educar é ensinar a criança a fazer escolhas mostrando-lhe o que é o certo e o errado para que ela aprenda um comportamento que utilizará por toda a vida. Isto nunca virá através da violência, mas sim pelo afeto, carinho, paciência e amor. Só que isto demanda tempo sabe, uma mãe de tempo integral, não perde tempo com televisão... Computador, só depois que os pequerruchos dormem. A mãe virtuosa é presente e sabe tudo o que acontece no seu lar!
Presidente Lula, senhores Senadores, tentem criar uma nova lei no lugar desta, onde o governo ofereça aos pais, dentro das próprias escolas, o conhecimento certo para que suas crianças cresçam saudáveis física, mental e emocionalmente.


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