sábado, 24 de julho de 2010

DELÍRIOS ESTUDANTIS...


Lá pelos idos de 1977, eu morava em Porto Alegre, e tendo minha filha terminado o Ginásio, resolvi voltar a estudar, visto que eu gostava de saber responder às perguntas dos meus filhos e não poderia ficar parada no tempo e no espaço, então matriculei-me num cursinho de Supletivo chamado IPV. Sabem quem era o professor de português? Era o agora Senador Fogaça... Pois é, eu convivi com autoridades... hehehehehe... Mas este não era o problema, comecei a estudar física, matéria que só conhecia de ouvir falar, mas o "profe" como falavam os gaúchos, era genial, pena que não lembro seu nome, pois a memória já me falha. Fiquei encantada com as aulas dele e resolvi escrever um poema que retratava através da Física, meu estado emocional com o marido.
A FÍSICA DO NOSSO AMOR.
A FORÇA impetuosa
E atuante do amor
Que nasceu inutilmente...
O PESO do remorso
E a VELOCIDADE do TEMPO
que passou tão de repente.
A DISTÂNCIA que nos separa
E o impulso de querer-te novamente.
A ALTURA a que chegamos.
Para cair depois livremente...
A MASSA disforme em que
Transformou-se nossa mente,
E o TRABALHO que tive
para fazer-te contente...
Tudo em vão,
Tudo inutilmente.
A Energia Cinética
Do nosso amor carente,
Qual rocha indolente
Em cima, que vem rolando
Morro abaixo até parar,
Muito bem comparada,
é igual a ENERGIA POTENCIAL
Quando chega ao fim da jornada.
Tanto em cima
Quanto na chegada,
O total é sempre o mesmo: Nada!



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