Certa tarde, estávamos eu e meus netos sem ter o que fazer, e resolvemos inventar uma história infantil e cada um dava uma idéia e eu ia alinhavando no computador, formatando as idéias e foi desta forma que surgiu esta linda história, que acabou tornando-se um conto psicológico, no sentido de que muitas vezes não estamos satisfeitos com a forma que Deus nos deu, e esta insatisfação,acaba nos levando a reclamar da vida, achando que se fôssemos de outro jeito, a vida seria mais feliz.
A MINHOQUINHA FELIZ
Era uma vez, uma minhoquinha chamada Zilda, que resolveu sair da sua vida debaixo da terra, para conhecer o mundo lá de cima.
Ela estava surpresa por ver coisas tão lindas, claras e coloridas, diferentes de tudo que conhecia no seu mundo escuro e úmido.
O primeiro bichinho que ela viu, foi a centopéia.
_Oh! Que linda! É uma minhoca cheia de pés, exclamou Zilda, admirada com as cem perninhas da centopéia.
_Ah! Isto é uma injustiça, onde se viu uma minhoca com tanta perna e outra sem nenhuma? Pelo menos Deus podia ter me dado umas seis perninhas, três de cada lado. É duro agente ter que se arrastar pela terra. É muito ruim, e devagar demais.
A centopéia nem deu bola para Zilda, e seguiu seu caminho orgulhosa com suas cem pernas.
Zilda continuou seu lento caminhar se arrastando entre folhas secas caídas das árvores, e se alguém pudesse ver, uma lágrima rolava dos seus olhinhos... Ué... Minhoca tem olho? Ora, se não tem, uma lágrima de dor e inveja doía em seu coração.
Eis então, que Zilda olha para cima e vê o que? Imagine, viu uma taturana e pensou: _ “Mais uma injustiça... que tristeza, uma minhoca cabeluda e ainda andando sobre as folhas em cima das árvores. Ela ficou ali parada olhando aquele animalzinho e disse:
_Ai que dor... Eu, uma minhoca sem perna, comendo terra e careca, e o pior, é que aqui na floresta não tem nem um cabeleireiro para me fazer uma peruca. A taturana continuou seu almoço de folhas e Zilda com o coração mais pesado ainda, seguiu arrastando seu corpinho sem pés e sem pelos por aquele mundo que no início parecia ser tão lindo e agora se tornara tão triste.
De repente enxerga uma “minhoca” bem maior que ela, era uma cobra coral, que ergueu seu corpo escamoso brilhando à luz do sol, olhou em várias direções e disparou em busca do alimento que avistara.
Zilda ficou perplexa com a beleza das cores daquele “minhocão”, e também com sua agilidade mesmo sem pernas.
-Olha aí... Outra grande injustiça... Essa baita “minhoca” tão colorida e rápida. Eu aqui, sem pernas, rastejando, careca, gosmenta e ainda por cima com esta cor horrorosa, que me confunde com a terra na qual eu fico “escafurdando.”
Zilda sentia-se cada vez pior, pois ao ver um bichinho diferente, ela começava a se comparar exteriormente com ele e achava-se feia, inútil e nojenta. Ela já estava disposta a voltar para o seu mundinho escuro e ali ficar escondida para que ninguém a visse mais. Ao virar-se, viu um louva-deus todo verdinho com as patinhas unidas como se estivesse orando. Zilda ficou algum tempo o admirando, até que ele falou:
_Bom dia dona minhoca, como vai a senhora?
_Muito mal, ela respondeu, pois percebi que sou o animal mais feio, sujo e mole do mundo, não existe algo tão nojento como eu...
O louva-deus percebeu o tom triste da voz da minhoca, perguntou o que tinha acontecido? Zilda contou o que ocorrera com ela, ao sair do seu mundo subterrâneo e conhecer criaturas tão belas, que tinham tudo o que ela não tinha.
Amiga, disse o louva-deus, toda vez que nos comparamos com os outros, sentimos o quanto somos diferentes. Sabe minhoca, o Criador quando nos fez, pensou em cada detalhe. E todas as diferenças existem por um motivo específico planejado por Ele nos mínimos detalhes. Tudo que Deus fez tem uma razão e a senhora dona minhoca é uma das melhores e mais úteis obras do Pai.
_Como assim? Zilda perguntou espantada. Não entendo...
-Vou explicar disse o louva-deus: a senhora ficou impressionada com a centopéia, devido a tantas pernas que tem, acontece que elas são animais venenosos, vivem ao redor das casas, sobem pelo esgoto e assustam as pessoas que as conhecem, elas vivem apenas armazenando veneno para se defender dos predadores ou caçar. Elas não são úteis aos humanos, que as matam sem dó nem piedade.
_É? Disse Zilda espantada com o que ouvia.
_E as taturanas, são terríveis, são larvas de mariposas, e têm seu nome de origem indígena: tata = a fogo e rana = a semelhante. Seu nome significa semelhante ao fogo, são conhecidas também como lagartas de fogo, devido à sensação causada pela toxina que soltam quando os humanos as tocam. Ao se sentirem feridos, crianças e homens as esmigalham sem pena.
Não me diga, falou Zilda horrorizada...
_E tem mais ainda, a senhora sabia que a cobra coral é linda, tem escamas. Seu corpo é elegante, enfeitado de anéis coloridos, amarelos, pretos e vermelhos, mas é capaz de atacar crianças que andam descalças? E seu veneno é tão forte que é capaz de matar os pequeninos e adultos se não forem rapidamente atendidos? Os humanos têm muito medo de cobra e quando são picados, têm que procurar logo um posto de saúde que tenha o soro que poderá salvar suas vidas.
-É sério e verdadeiro o que o senhor está falando?
-Claro que é, agora vou te explicar o melhor: A senhora dona minhoca, é um dos animais mais úteis ao homem. Sabe como eles lhe chamam?
_Não, respondeu Zilda admirada!
_Eles lhe chamam de “arado da terra”, apelido que lhe foi dado por um dos homens mais inteligentes, há mais de dois mil anos atrás. Seu nome? Aristóteles, sabe por quê? É que vocês minhocas têm a capacidade de perfurar os terrenos mais duros e por isto são extremamente úteis à agricultura. Vocês passam a vida perfurando o solo amolecendo-o e tornando-o arejado, isto é, permitindo que o ar circule. Além disso, as minhocas ainda adubam o solo e os tornam férteis, quando comem matéria orgânica e depois a coloca para fora na forma de húmus, que é um produto rico em nutrientes, que servirão de alimento para as plantas. Vocês minhocas são “fábricas” de nitrogênio, cálcio, magnésio e potássio, que é como se chamam estes produtos, e assim com o solo fertilizado e afofado, o homem planta e se alimenta. A senhora entendeu agora a sua importância para a humanidade?
_Puxa... Eu não havia pensado nisto, eu apenas enxergava os outros por fora e os achava bonitos ao compará-los comigo, mas agora depois de aprender tudo isto com o senhor, entendi que minha missão determinada por Deus, não é ser bela, veloz ou colorida, mas sim Ele colocou no meu corpo tudo o que seria necessário para que eu fizesse parte da demonstração do amor Dele pelos homens, que são a coroa da criação. Ai! Que alívio, parece que tirei um enorme peso de sobre mim. Agora percebo o quanto sou feliz, por poder servir ao meu criador na função em que Ele me colocou.
Zilda agradeceu ao sábio louva-deus pelo que lhe ensinara e agora se enxergava de outra forma: não era uma minhoca perneta, nem careca e muito menos sem cor, mas sua felicidade consistia em ser disponível a Deus cumprindo o que Ele determinara para a sua vida. Zilda agora era uma minhoquinha feliz e aprendeu a não mais olhar o exterior, mas sim entender os propósitos do Senhor para a vida de cada criatura feita para servir, louvar e engrandecer seu nome.
E você, já conseguiu se ver como obra prima de Deus, feito à sua imagem e semelhança. Saiba que você é perfeito, pois Deus não faz nada errado, se Ele fez você como é, tente descobrir como usar teus talentos para a Glória do Pai.
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Nossa que linda história! Uma grande e divertida mareira de ver o propósito de Deus em tudo o que ELE FAZ INCLUSIVE TER FEITO UMA VOZILTA LINDA E CRIATIVA PARA SENTAR COM OS NETOS E CONSTRUIR ESSA GOSTOSA HISTÓRIA! SIM EU SOU UMA FLORZINHA DE JESUS E QUERO SER IGULA A VOCÊ QUANDO FOR UMA VOZILDA....bjs SÔNIA LIA
ResponderExcluirLinda história!!!
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