quarta-feira, 28 de julho de 2010

EXISTIRÁ POR VENTURA COISA MAIS LINDA QUE SER MÃE?


Já tínhamos dois filhos, uma menina e um menino, quando soube que estava grávida novamente. Meu coração encheu-se de amor.
É impressionante, eu me achava um receptáculo da vontade de Deus, havia um prazer imenso em saber que mais uma vida estava se formando em mim. Aquele serzinho estava crescendo, e as emoções eram as mesmas como se fosse a primeira vez. Naquela época não havia ultra-sonografia, e ficávamos sonhando com o sexo do bebê. Seria menina, seria menino, confesso que eu e a minha primogênita que estava com 4 anos, torcíamos por uma garotinha, já meu marido e o filhote queriam um menino... A eterna guerra dos sexos! Eu disse para minha mocinha, que se fosse menina, ela escolheria o nome. Nossa! Que alegria, ela pensou logo e escolheu misturar o nome dela com o da melhor amiga e eu concordei.



Quando já estava próximo do dia de dar à luz, comecei a sentir umas dores nas costas e as contrações estavam muito constantes. Fomos ao pronto socorro e o médico que me examinou disse que ainda era muito cedo. Voltei para casa frustrada. Dias depois começou tudo de novo, lá fomos nós, agora para o hospital onde eu fizera o pré-natal. Fui examinada, a família avisada que o neném iria nascer, passei a noite lá e no dia seguinte mandaram meu marido me buscar, pois o neném não nasceria tão cedo. Sabem o que o meu amado fez? Disse ao hospital que só iria me buscar depois que a criança nascesse. Chorei pelo abandono, e um médico escutando meus soluços aproximou-se e me reconheceu, pois eu havia sido professora de música de seus filhos. Ele disse que eu não me preocupasse, examinou-me e pediu ao colega que induzisse meu parto. Foi estourada a bolsa e aplicado algum produto ao soro e as contrações começaram a vir com constância, cada vez mais rápidas... Começou a correria... “–Chamem o médico... Levem para a sala... encontrem o médico.” Eu escutava aquilo tudo com uma tranqüilidade que só a fé pode nos dar. Só consigo lembrar o rosto assustado do médico entrando correndo na sala e não tendo tempo nem de colocar as luvas, foi só chegar e agarrar o bebê que acabava de nascer. –“É uma menina!” Meu coração disparou... Olhei para o relógio, eram exatamente vinte e uma horas. A enfermeira me mostrou o neném de longe. Era muito linda! Que alegria! Fiz uma oração agradecendo a Deus o seu cuidado por mim e por ter me dado uma filha tão linda e saudável.



Filha, eu te peço perdão, pois nesta época eu não tinha tempo para escrever poemas, mas você foi o lindo poema que Deus escreveu na minha vida!





Um comentário:

  1. mãe amei.... não preciso de poemas pra saber o quanto vc me amou e ama....
    vc é meu tudooooooooooooooo a melhor mãe do mundo inteirinho.... te amo muitooooooooooo

    bjsssssssssssss

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